j'ai trouvé ça sur internet...voyez qu'il n'y a pas que moi...si vous comprenez le portugais mais vous voyez comme c'est facile!!!

Publié le par ronan

Data: 21/12/2007


Viajar pelo mundo todo, fazer amigos, conhecer lugares fora do padrão do turista tradicional e gostar de compartilhar tudo o que já viu por meio dos seus três sites na internet. Esta é Jocelyne, ou simplesmente Jô. Francesa, 59 anos, solteira (que maraviha, sans regret), radialista (se aposenta neste ano), moradora de Paris. Apaixonada pelo Brasil, que ficou caro pra ela com a forte valorização do real dos últimos meses, Jô respondeu as perguntas do site num português quase perfeito. Sua vasta experiência de turista foi o que motivou esta entrevista. Confira.


Quando viajo me sinto viva. Se não tiver um plano de viagem em vista, eu deprimo.


Site: Quando você começou a viajar? Com que idade?
Jô: Foi em 1972, eu tinha 24 anos, depois de juntar dinheiro durante dois anos de salário (do meu primeiro trabalho).
Site: Você viaja sempre sozinha?
Jô: Nunca viajo sozinha. Viajo com grupos, ou com uma amiga, ou com pessoas encontradas na Internet nas salas de bate-papo de viajantes que procuram por companheiros de viagem. Eu odeio viajar sozinha, eu não agüento.
Site: Já enfrentou alguma dificuldade por ser mulher e estar sozinha em algum lugar?
Jô: Sim, em Salvador, na Bahia. Estava alugando um apartamento em Salvador durante minhas férias, sozinha. Minha vizinha de apartamento me insultou: "estrangeira, volta para os Estados Unidos (eu sou francesa!), "você não tem mesmo um homem com você". Foi o único lugar de minha vida de viajante onde tive problema, e foi no país que mais amo no mundo. Depois, fiquei 3 anos sem voltar ao Brasil.
Site: Quantos países você já visitou?
Jô: Muitos! Na África, Senegal, Camarões, República Centro- Africana, Quênia, Etiópia, Madagascar e África do Sul; na Ásia, Índia, Nepal, Indonésia, Tailândia, Afeganistão, Paquistão, Sri Lanka e Vietnã; na América do Norte, EUA e México; no Caribe, Guadalupe, Martinica e Cuba (le seul endroit de la planète où je me suis fait voler); na América do Sul, Brasil, Venezuela, um pouco da Argentina (nordeste) e uma rápida passagem no Paraguai; na Oceania, Polinésia Francesa, Ilha de Páscoa e Austrália; no mundo árabe: Egito, Síria, Jordânia, Yêmen, Marrocos e Tunísia; no Mediterrâneo, Croácia, Grécia, Creta, Sicília, Portugal, Andaluzia, Ilhas Canárias, Malta e Turquia; e a França!
Site: Quais os países que você visita com mais freqüência?
Jô: Viajei ao Brasil durante 20 anos, algumas vezes duas vezes em um mesmo ano.
Site: Você tem muitos amigos espalhados pelo mundo?
Jô: Sim, tenho. No Brasil, muitos. Também na Inglaterra, na Alemanha e no Canadá.
Site: Cite um lugar que você ainda não foi e que gostaria de visitar.
Jô: A parte entre a Bolívia (Lipez-Potosi), Peru (Machu Pichu), norte do Chile (Atacama ) e nordeste da Argentina (Província de Salta, com montanhas coloridas). Um pouco a viagem do motorista Che Guevara. Também as Cataratas Victória (no Zimbabwe), as Ilhas Galápagos e gostaria de visitar o Irã, mas somente quando o regime não for o que é atualmente, e quando as mulheres forem livres.
Site: Qual o seu lugar preferido?
Jô: O Brasil, porque é o meu país de coração. Em seguida (na ordem cronológica de visita e não de preferência), gostei muito do Afeganistão (há muito tempo, antes da guerra); Etiópia; encontrar os pigmeus no mato da República Centro-africana; Ilha de Páscoa (há muito tempo, não tinha ninguém); Austrália; Madagascar e Venezuela. Adorei também ver a Baía de Halong, no Vietnã ( grandona como a Baía de Guanabara).
Site: Qual o lugar que você pretende nunca mais voltar?
Jô: Difícil !!!! Pensei nunca mais voltar à India porque a primeira vez que visitei, em 1973, passei um susto e, 23 anos mais tarde, em 2006, voltei. Em 1972 fiz a minha primeira viagem aos Estados Unidos e disse que nunca mais voltaria. Eu não voltei ainda e faz 35 anos. Eu detesto os EUA.
Site: Qual foi a melhor comida que você experimentou em uma viagem?
Jô: Acho que não há ?a melhor? comida. Existem tantas comidas que adoro, mas que não comeria no dia-a-dia durante muito tempo. Adorei comer em Portugal por causa do peixe, dos mariscos, do bom vinho. Adoro a comida da Índia, mas depois de alguns dias eu estava de saco cheio e comi massa. Adorei a comida do Vietnã que é um tanto inventiva. Adoro na minha comida (francesa) : o queijo + o pão + o vinho, assim como (esquisito para quem não come carne) toda a charcuterie (embutidos). Que delícia! Eu não posso dizer que gosto da comida do Brasil, não, eu não gosto muito, mas a minha saudade do Brasil é dos "Sonhos de Valsa".
Site: E a pior?
Jô: Tudo o que é anglo-saxon (inglesa) e a comida alemã.
Site: Na sua opinião, o que é um prato inesquecível?
Jô: Um prato inesquecível é quando você não pode identificar a mistura de sabores que você sente no palato (céu da boca). Quando a invenção do chef foi tão original que você sente um sabor que nunca na sua vida já experimentou. A única palavra que sai é "puxa!" e os olhos se fecham.
Site: Qual o lugar mais perigoso que você já visitou?
Jô: Não tem. O único lugar onde fui asaltada em toda minha vida de viajante foi em Havana, Cuba, de dia, um domingo, no bairro histórico e em uma praça com gente.
Site: Quais são os povos mais receptivos?
Jô: Os brasileiros, com certeza.
Site: E os mais antipáticos?
Jô: Os russos e os americanos.
Site: Fale sobre as lições de vida que você aprendeu nas suas viagens.
Jô: Descobrir que os outros não pensam como você; descobrir por si mesmo o que "eles" têm de bom e guardar o que a "sua" própria cultura e educação têm de bom.
Aprendo muito do comportamento das pessoas no estrangeiro. A cultura e a educação que formou cada um de nós foi diferente em nossos países respectivos. As religiões influenciaram também. Aprender a pensar que a educação que você recebeu no seu país de nascimento pode ter erros é uma grande progressão.
Site: Liste, se possível, algumas dicas de viagem que você gostaria de compartilhar com outros viajantes.
Jô:
- economizar ! Não ir sempre a restaurantes; comprar roupas em liqüidações e não de marca; não comprar se você não tiver o dinheiro;
- ter sempre várias cópias dos seus documentos;
- colocar as imagens dos documentos na Internet para poder imprimir se perder tudo e precisar emitir outro (passaporte, passagem etc);
- ter uma bolsa no interior da calcinha (ou cueca) com o dinheiro, o cartão de crédito e os documentos que ali caibam;
- se vestir como as pessoas que moram no pais;
- não vestir short, exceto à beira-mar ou na natureza (ainda que no mato, melhor estar com calças por causa dos mosquitos);
De short e tênis: é assim que se reconhece o turista em qualquer lugar do mundo.
Site: Qual o seu próximo destino?
Jô: Eu estava preparando uma viagem ao Camboja para o Natal, mas acho que não vai dar certo no momento por causa da alta estação e tarifas de vôo caríssimas. Provavelmente será para outra época. Assim que puder, nos anos próximos : Bolívia, Peru, Argentina, Chile ( é longe para mim, é uma viagem caríssima); voltar uma segunda vez a Madagascar; fazer outros cruzeiros em barco de velas, como fiz no verão passado no Mar Mediterrâneo.
Site: Alguma coisa que você queira acrescentar?
Jô: Quando viajo me sinto viva. Se não tiver um plano de viagem em vista, eu deprimo.



De short e tênis: é assim que se reconhece o turista em qualquer lugar do mundo.
Publicité
Pour être informé des derniers articles, inscrivez vous :
Commenter cet article