du nouveau sur le marché des voitures...
Voila une bonne nouvelle, la crise qui frappe le Brésil débute par le marché des voitures d'occasion.
Au Brésil les voitures d'occasion valaient aussi chéres que des neuves
et beaucoup de Brésiliens profitaient grassement du systéme. Ils achetaient une voiture neuve et la revendaient 3 ans plus tard avec seulement 10% -15% de décote, la faute à une côte argus sur- évaluée par la Receita Féderal.
La Receita féderal établissant la côtes argus officiel qui la favorisait, car elle se sert de cette base pour calculer la taxe l'IPVA, qui pour ceux qui ne le savent pas, est une sorte de super-vignette annuelle qui est appliqué à chaque véhicule et, qui selon les Etats celle ci représentent entre 1 et 4% de sa valeur argus.
Avec la crise, le nombre d'acheteurs ayant fortement diminué, le marché de la voiture d'occasion ainsi que le marché de la voiture neuve s'est effondré au Brésil.
Bonne nouvelle pour les brésiliens les moins fortunés, le gouvernement brésilien pour redynamiser le marché, a réduit la taxe I.P.I ( TVA) sur les voitures neuves qui a eu pour conséquence de "couler"
purement et simplement le marché de la voiture d'occasion, par le faite que les voitures neuves misent en vente aprés baisse de cette taxe IPI, se trouvent aujourd'hui au même prix que les voitures d'occasion agés de 3 ans ![]()
Un tsunami s'est déclenché parmis les revendeurs de voitures d'occasion qui ont dù revoir leur copie et se retrouvent aujourd'hui avec des stocks de voitures invendables aux prix qu'ils esperaient en retirer car en paralléle la valeur argus de ces voitures a été revu à la baisse de 30%
Le marché de la voiture d'occasion brésilien vient de revenir sur terre aprés avoir pendant de nombreuses années fonctionné selon un mode irréel pour nous français. Il était courant de trouver des voitures agées de 20 ans, style Opel Kadet vendu par loin de 4000 euros !!!!
Carro usado encalha nas revendas e preços despencam até 30%
Segmento sofre com a falta de financiamentos e com a redução do IPI para automóveis zero quilômetro
Cleide Silva e Paulo Justus
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O mercado de carros usados levou um tombo ainda maior que o de novos. Nas vendas e nos preços. Modelos que há um mês e meio eram cotados a R$ 43 mil, caso de um Corolla 2005, hoje valem R$ 30 mil no antigo reduto de veículos usados, a Rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo. Em pouco mais de 30 dias, a desvalorização atingiu 30%.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros novos, em vigor desde o dia 12, foi mais um golpe para os usados. "Depois da medida, tivemos de cortar mais os preços", diz a gerente nacional de vendas da revenda Unidas Seminovos, Jaqueline Viccari.
Nos modelos populares, cuja alíquota de 7% foi reduzida a zero, igual porcentual foi repassado aos seminovos. Mas os seminovos já vinham de uma onda de desvalorização desde outubro, quando o mercado automobilístico brasileiro começou a sentir os efeitos da falta de crédito provocada pela crise financeira internacional.
O mestre-de-obras Geraldo Andrade de Sousa, de 55 anos, tenta vender sua Parati 2004 há dois meses. No início, pedia R$ 29 mil, R$ 3 mil abaixo da tabela. Este mês, baixou para R$ 27 mil.
No feirão de seminovos da Unidas, realizado na 6ª-feira em área ao lado do Playcenter, o carro foi cotado em R$ 20 mil. Sousa quer trocar a Parati por um utilitário, que possa ser usado no trabalho. "Há dois meses, cheguei a recusar uma oferta de R$ 26 mil", lamenta ele, que não conseguiu fazer a troca.
Concessionários afirmam que o mercado de novos, apesar da recuperação verificada nos últimos dias, continua travado por causa da falta de financiamento para os usados e das restrições das financeiras em aprovar o crédito. Grandes bancos normalmente não operam com carros usados e os pequenos e médios temem inadimplência.
"O crédito sumiu e as financeiras trabalham com uma peneira e só se enxerga o grão com um lupa", compara um dos sócios da Gianetti Automóveis, revenda instalada na rua Barão de Limeira há 42 anos. Há três meses, a loja vendia em média 50 carros por mês. Hoje, vende no máximo 10 a 15.
Pesquisa feita pela Molicar, agência especializada em varejo automotivo, mostra que, entre 5 de novembro e 17 de dezembro, a desvalorização de carros como Celta, Mille e Fiesta, todos modelos 2007 com motor 1.0 variou de 12,3% a 19,6%. No Civic, a queda foi de 20,1%.
O levantamento não leva em conta promoções de ocasião, informa Vitor Meizikas, analista da agência.
"O preço do carro seminovo estava muito próximo do novo. A crise colocou o usado no nível onde deveria", afirma Fernando Luiz Negrini, do Auto Shopping Cristal, com cinco unidades em São Paulo e venda média mensal de mil carros por shopping. "O lojista paga menos pelo carro, mas também o revende mais barato."
ESTOQUES
Para muitos revendedores, o problema é o estoque. Calcula-se que há perto de 1 milhão de carros usados em todo o País à espera de compradores. Além de muitos deles terem sido comprados no período de alta, quando estavam valorizados, no início do ano será preciso recolher o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), um custo extra para lojistas que já reclamam da falta de caixa.
A Unidas Seminovos, empresa do grupo de locação Unidas, contabiliza mais de 4 mil carros em seus estoques. No feirão realizado ao lado do Playcenter desencalhou 10% do estoque.
Entre as ofertas estavam um Vectra Elegance 2007 - antes oferecido a R$ 47 mil - por R$ 37 mil e um Fiat Stilo 2007, de R$ 43 mil por R$ 34,5 mil. O Celta 2007 básico foi vendido a R$ 17.490. "Há duas semanas, esse carro era vendido a R$ 21 mil", afirma Jaqueline.